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Tudo o que você precisa saber sobre os novos smartphones com IA generativa

Poucos modelos de ponta podem ser considerados celulares GenAI, mas isso deve mudar em breve

A inteligência artificial generativa tem sido o termo mais popular em tecnologia de software dos últimos dois anos. Agora, ela está prestes a chegar ao mercado de hardware.

Até o final deste ano, é provável que comecemos a ver celulares sendo comercializados como aparelhos GenAI. Mas o que exatamente seria um smartphone GenAI e de onde vem esse termo? Aqui está tudo o que você precisa saber.

O termo “smartphone GenAI” ganhou destaque apenas nos últimos seis meses, quando começou a aparecer em relatórios de algumas grandes empresas de pesquisa de mercado.

Em dezembro, a Counterpoint Technology Market Research divulgou um relatório sobre o tema, descrevendo-o como “um subconjunto de smartphones que usa inteligência artificial generativa para criar conteúdo original, em vez de apenas fornecer respostas programadas ou realizar tarefas pré-definidas.”

Em fevereiro, a Gartner formulou sua própria definição, afirmando que uma das principais diferenças entre um celular GenAI e um smartphone comum é que ele é “capaz de rodar localmente um modelo base ou ajustado de IA que gera novas versões de conteúdo, estratégias, designs e métodos”.

Por mais que as definições da Counterpoint e da Gartner difiram um pouco, é seguro dizer que um smartphone GenAI pode ser considerado um celular que possui pelo menos quatro características:

  • Oferece aplicativos e ferramentas de IA generativa, como chatbots e apps de edição e geração de imagens.

  • Essas ferramentas estão integradas no sistema operacional sempre que possível, para que possam ser usadas por todo ele.

  • Tem CPUs (chips de computador) projetadas especificamente para lidar com tarefas complexas de IA.

  • É poderoso o suficiente para rodar modelos de inteligência artificial de forma nativa no dispositivo, sem precisar enviar dados para a nuvem para que os servidores os processem remotamente.

O QUE ESTES APARELHOS NÃO SÃO?

Se nos basearmos nos quatro pontos acima, fica evidente que, em maio de 2024, poucos aparelhos podem ser considerados verdadeiros smartphones GenAI. Isso porque a maioria dos modelos disponíveis hoje não tem chips projetados especificamente para lidar com tarefas complexas de IA.

Embora muitos celulares de hoje possam rodar, por exemplo, o aplicativo ChatGPT, isso não faz deles smartphones GenAI, pois, quando se usa o app, as consultas não são processadas no próprio dispositivo. Tudo o que digitamos no aplicativo é enviado para os servidores da OpenAI para ser processado remotamente. Da mesma forma, só porque é possível baixar um app de geração de imagens, não significa que temos em mãos um aparelho GenAI, já que isso normalmente também é feito em servidores remotos.

De cabeça, com base nos quatro critérios acima, apenas os últimos modelos de ponta do Google e da Samsung podem ser remotamente considerados smartphones GenAI.

Isso porque a série Samsung Galaxy S24 e o Google Pixel 8 Pro utilizam o Gemini Nano – uma versão reduzida do grande modelo de linguagem do Google que pode ser executado no próprio dispositivo, desde que sua CPU seja poderosa o suficiente.


FUTURO DOS SMARTPHONES GENAI

Embora apenas alguns celulares de ponta possam ser classificados como smartphones GenAi, isso deve mudar rapidamente. Em junho, a Apple vai anunciar o iOS 18 e espera-se que, com ele, a empresa adicione recursos de IA generativa a alguns modelos de iPhone. O que significa que, em breve, ela pode se tornar a marca com o maior número de aparelhos GenAI no mercado.


Nem todos os iPhones que receberão a atualização poderão ser considerados smartphones GenAI. Tudo vai depender de os vários chips da série A da Apple serem poderosos o suficiente para executar tarefas de IA generativa no dispositivo.

Mas uma coisa é certa: o iPhone 16, que será lançado em setembro, será considerado uma linha de celulares GenAI – e provavelmente será fortemente divulgada como tal pela empresa.

A Counterpoint diz que, embora em 2024 apenas 11% dos aparelhos possam ser considerados smartphones GenAI, até 2027, 43% de fato serão. Até esse mesmo ano, a base instalada – ou seja, o número de celulares GenAI em uso no mundo – vai bater a marca de um bilhão de aparelhos pela primeira vez.



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